Ir direto para menu de acessibilidade.
Página inicial > Revistas > Edição 57 volume 2 - Julho a Dezembro de 2014
Início do conteúdo da página

Edição 57 volume 2 - Julho a Dezembro de 2014

Publicado: Quinta, 17 de Novembro de 2016, 11h16 | Última atualização em Terça, 17 de Janeiro de 2017, 11h12 | Acessos: 421

Nossos Meios RBC RevJanJun2014 RBC57

SEÇÕES:
 
 
ARTIGOS:
 
 
 
Autor: Rodrigo Marinho da Silva
Resumo: Considerando que o modelo didático é um importante instrumento colaborador no processo de ensino- aprendizagem, este estudo propôs a construção de materiais pedagógicos tridimensionais para uso no ensino de Ciências com deficientes visuais. Buscando-se contribuir para a educação especial e incentivar o uso dessa importante ferramenta pedagógica, foram confeccionados sete modelos didáticos das fases de desenvolvimento biológico do Aedes aegypti, considerando seus principais aspectos morfológicos externos. Todos os modelos foram confeccionados com massa de biscuit e testados em sala de aula com estudantes cegos ou com baixa visão de nível fundamental do Instituto Benjamin Constant (IBC). Com o intuito de avaliar a estratégia proposta, foram realizados testes táteis do material, entrevista e grupo focal com os estudantes. Foi revelado que, entre as estruturas mais claramente observadas pelos alunos no modelo didático, destacaram-se as antenas e as asas do inseto. Em geral, os participantes acharam interessante a utilização de modelos didáticos nas aulas e declararam romper com a rotina das aulas teóricas, além de viabilizar o aprendizado. Ficou concluído que a estratégia de desenvolver uma ferramenta pedagógica, com materiais acessíveis e de baixo custo foi satisfatória, uma vez que ampliou o contato com o espaço físico e viabilizou a aquisição e a consolidação de conhecimentos adquiridos nas aulas.
Palavras-chave: Modelos didáticos. Aedes aegypti. Educação especial. Deficientes visuais.
 
 
 
 
 
Autores:Sophia Mundim Pagano e Rosane Fonseca de Freitas Martins
Resumo: Este trabalho apresenta o desenvolvimento de um objeto pedagógico que consiste em uma imagem tátil (mapa das regiões do Brasil) utilizando modelagem e impressão tridimensional para crianças cegas visuais e com baixa visão, com a peculiaridade de ser um produto especialmente planejado para esse público, e não simplesmente adaptado a ele. Como metodologia, caracteriza-se a pesquisa exploratória, descritiva e qualitativa, cujo delineamento é um estudo de campo realizado com crianças com deficiência visual, atendidas pelo Instituto Londrinense de Instrução e Trabalho para Cegos (ILITC) - Instituto Roberto Miranda, cuja estratégia é a etnografia aliada à entrevista-conversa. Apesar de ter sido criado considerando as características e necessidades das pessoas com deficiência visual, utilizou como base uma imagem criada a partir de referenciais visuais, o que o torna um material adaptado, mas que propõe a utilização de novas tecnologias em sua produção. É, também, um material de uso universal, proporcionando melhor aprendizado e estimulando a percepção háptica.
Palavras-chave: Imagem tátil tridimensional. Criança deficiente visual. Baixa visão. Percepção háptica. Material didático.
 
 
 
 
Autores: Aline Carrero Fukuhara, Ana Claudia Marciano, Jaqueline Oppi, Ailton Barcelos da Costa, Maria Amélia Almeida e Rosimeire Maria Orlando
Resumo: A presente pesquisa tem como objetivo analisar a pessoa com cegueira, usuário de cão-guia, na perspectiva da mobilidade, da adaptação e das dificuldades encontradas em relação à acessibilidade. A escolha desse tema surgiu da necessidade de ampliar as escassas experiências e pesquisas relacionadas com o assunto, já que, até onde se pode procurar, em diversas bases de dados nacionais e internacionais, existe uma grande deficiência em termos de pesquisa, o que dificultou a obtenção de informações. A coleta de dados ocorreu pela abordagem diferencial, com um questionário aplicado aos participantes por e-mail e rede social. A pesquisa contou com a participação de três homens com cegueira e usuários de cão-guia. Como resultado, chegou-se à conclusão de que o cão-guia facilita tanto na locomoção quanto na interação social da pessoa cega. 
Palavras-chave: Educação Especial. Cão-guia. Cegueira. Acessibilidade. Mobilidade.
 
 
 
 
 
Autor: Rogério Sousa Pires
Resumo: O enfoque deste estudo é investigar os marcos histórico-legais da educação do deficiente visual na rede estadual de educação do município de Piracicaba. O campo fenomênico dos fatos históricos das práticas educativas, como o vivido propriamente, permite conhecer os diferentes caminhos da interação dos educadores com os alunos deficientes visuais. E como sujeitos partícipes da experiência humana na esfera da Educação Especial, seus aspectos sócio-históricos e educacionais merecem destaque, ganhando espaço nos textos e contextos de um tempo presente.
Palavras-chave: Educação Especial. Deficiente visual. Marcos histórico-legais.
 
 
 
Autor: Gabriel Luís da Conceição e Chang Kuo Rodrigues
Resumo: Este trabalho tem como objetivo investigar a utilização de materiais concretos e da tecnologia no processo de ensino-aprendizagem da Matemática, mais especificamente da Geometria Plana e Espacial, por alunos com deficiência visual. Neste trabalho, é relatada a pesquisa realizada com uma aluna que tem tal deficiência, estudante de uma escola regular de Volta Redonda/RJ e frequentadora, em dias esporádicos, de uma escola especializada, onde foram utilizados materiais concretos e ferramentas tecnológicas para o ensino de Geometria Plana, com o auxílio dos blocos lógicos e do geoplano (materiais concretos) e do sistema computacional de síntese de voz, DosVox. Diante do desenvolvimento do presente estudo, foi possível observar que a utilização dos materiais concretos apoiados pela tecnologia contribui, de forma efetiva, para a compreensão de conceitos matemáticos. Além disso, após este estudo, pudemos concluir que a deficiência visual não impede que o aluno aprenda Matemática, pois não enxergar não significa ser incapaz de compreender conceitos e conteúdos matemáticos. Apesar de todas as limitações impostas pela cegueira, a aluna nos mostrou ter habilidades incríveis, como a memorização e a capacidade de "enxergar" com as mãos.
Palavras-chave: Tecnologia. Deficiência visual. Educação matemática inclusiva. Geometria plana. Materiais concretos.
 
 
Autor: Felipe F. Moreira
 
Resumo: Busquei mostrar como o espetáculo "Desassossego em branco" trata de forma sutil, mas ao mesmo tempo crítica, de questões sobre corporalidade e percepção. Pensá-lo como uma performance dramatizada de fundo social nos permite ver como a construção do espetáculo trabalha as potencialidades corporais. Sua lógica, construção não dualista e intencional "confusão esclarecedora", tanto quanto sua humildade em não dar resposta a nada, são uma tentativa de criar novas formas de pensar não só o "estar no mundo", mas os demais aspectos de nossa vida em coletividade, ao mesmo tempo que evidenciam a arbitrariedade de um sistema social que categoriza as experiências de forma hegemônica e excludente pelo manto da naturalidade. Nesse movimento, intentou-se também um registro textual-sensorial de um espetáculo que não mais se realiza e que merece atenção e conservação em razão do teor não só artístico, mas também político, de sua existência. Por ser um espetáculo concebido e executado por pessoas não videntes, acredito que sua memória histórica e analítica seja importante para o empoderamento e a representabilidade das corporalidades não videntes.
Palavras-chave: Não vidência. Antropologia do corpo. Performance.
Fim do conteúdo da página