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Edição 56 - Dezembro de 2013

Publicado: Quinta, 17 de Novembro de 2016, 11h05 | Última atualização em Terça, 17 de Janeiro de 2017, 11h12 | Acessos: 628

Nossos Meios RBC RevDez2013 RBC56

CAPA: Capa: Profa Rachel Maria Campos Menezes de Moraes com os reabilitandos Paulo Roberto Rodriguez Penteado, Ruth Alves Pinto e Zoraide Monteiro em aula de Braille na Divisão de Reabilitação e Preparação para o Trabalho e Encaminhamento Profissional.

SEÇÕES:

EXPEDIENTE

EDITORIAL


ARTIGOS:


Inclusão do aluno com baixa visão: colaboração entre o educador especial e o professor da sala comum

Autoras: Débora Lucila Carlos, Carla Ariela Rios Vilaronga e Silvana Tonon

Resumo: O presente artigo tem por objetivo mostrar as adaptações curriculares realizadas pela bolsista do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) Educação Especial, durante o segundo semestre de 2011 e o primeiro semestre de 2012, em uma sala de aula do Ensino Fundamental de uma escola estadual do município de São Carlos/SP. Do plano de trabalho previsto para os bolsistas desse programa, dois objetivos nortearam as ações aqui relatadas: levantar as principais dificuldades da instituição a respeito dos alunos incluídos; elaborar, juntamente com os professores, adaptações curriculares, confeccionar materiais pedagógicos adaptados à realidade do aluno e fazer possíveis orientações. A produção de materiais e as adaptações realizadas facilitaram o ensino e a aprendizagem da aluna, auxiliando que ela participasse integralmente da comunidade escolar. Em relação à formação da bolsista do Pibid Educação Especial, o trabalho colaborativo permitiu o trabalho conjunto com o professor da sala regular, assim como a construção com bolsistas de outras áreas.

Palavras-chave: Educação Especial. Ensino colaborativo. Adaptação curricular.


Braille e dêixis espacial: a importância da noção espacial no processo de ensino-aprendizagem do Sistema Braille por pessoas com cegueira adquirida

Autoras: Rachel Maria Campos Menezes de Moraes

Resumo: Este trabalho tem por objetivo discutir a importância da noção espacial no processo de ensino-aprendizagem do Sistema Braille por pessoas com cegueira adquirida. Como arcabouço teórico, utilizam-se trabalhos sobre deficiência visual e dêixis, dentre eles os de Fonseca (1996). Desse modo, faz-se o estudo da dêixis, principalmente a espacial, presente no processo de ensino-aprendizagem do Sistema Braille para pessoas com cegueira adquirida no Instituto Benjamin Constant (IBC) situado no Rio de Janeiro.

Palavras-chave: Dêixis. Processo de ensino-aprendizagem. Sistema Braille. Reabilitando. Pessoas com cegueira adquirida.


A abordagem CTSA como possibilidade de ensino de ciências naturais e desenvolvimento de habilidades e autonomia da pessoa com surdocegueira

Autores: Sonia Maria Vieira da Silva, Celso Sánchez e Tiago Batista

Resumo: As dificuldades encontradas por professores em formação inicial na busca de novas formas de conhecer e a abordagem CTSA são os aspectos pelos quais abordamos a questão do processo de ensino-aprendizagem e a atuação do pedagogo ou pedagoga em escolas regulares ou especializadas que atendem pessoas surdocegas. Por sua complexidade, a surdocegueira exige a investigação constante de processos educacionais que propiciem o desenvolvimento de habilidades e a autonomia do surdocego. O que concluímos, por meio de pesquisa bibliográfica, é que a perspectiva CTSA vem ao encontro da busca do desenvolvimento de habilidades e da autonomia da pessoa com surdocegueira, porque com essa abordagem os surdocegos podem vivenciar descobertas de conceitos científicos que promovam sua formação como indivíduos plenos de direitos, com habilidade para tomar decisões, possibilitando-lhes perceber sua inserção em um mundo técnico-científico.

Palavras-chave: Surdocegueira. CTSA. Democracia. Habilidade. Autonomia.


Orientação e mobilidade da pessoa com cegueira adquirida: os benefícios do meio aquático como facilitador da aprendizagem

Autoras: Regina Kátia Cerqueira Ribeiro

Resumo: Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS, 1997), existem no mundo cerca de 148 milhões de pessoas com deficiência visual, sendo que dois terços desses casos determinados por causas que poderiam ser evitadas. Ao se depararem com a perda da visão, os deficientes visuais entram em um processo de diferentes comprometimentos relacionados com independência, segurança, desenvolvimento de conceitos e inclusão social. Este estudo teve como objetivo investigar a influência do meio líquido na aprendizagem da orientação e mobilidade (OM) da pessoa com cegueira adquirida, acreditando-se que essa atividade possa propiciar benefícios na aprendizagem desses indivíduos. Para a realização desta pesquisa, foram selecionadas oito pessoas deficientes visuais, com cegueira adquirida, com idades entre 30 e 50 anos, todas concluintes do programa de OM do IBC. Destas, quatro são praticantes de natação e quatro são não praticantes de atividades no meio líquido. Assim, pretende-se construir um novo posicionamento em relação à realidade da influência do meio líquido na aprendizagem de OM das pessoas cegas. Concluiu-se, então, que o meio líquido é o elemento facilitador preponderante na aprendizagem da OM, oportunizando ao profissional de OM um novo posicionamento em relação à realidade da influência deste na aquisição da autonomia das pessoas com deficiencia visual, e, consequentemente, possibilitando ainda um enriquecimento na literatura junto à comunidade científica.

Palavras-chave: Deficiência visual. Benefícios da natação. Natação para deficientes visuais. Orientação
e mobilidade. Aprendizagem de orientação e mobilidade.


A orientação e mobilidade para cegos deficientes múltiplos: uma proposta pedagógica a partir de jogos e histórias

Autoras: Maria do Socorro Fortes de Oliveira

Resumo: Neste trabalho, procurou-se fazer uma análise de artigos referentes à deficiência visual, destacando a carência de literatura relacionada com o cego deficiente múltiplo. A metodologia empregada foi etnográfica, observando o dia a dia de dois alunos do Ensino Fundamental, para desenvolver a orientação e mobilidade por meio de histórias e jogos pedagógicos com a finalidade de melhorar o desempenho motor, a comunicação, a socialização e a independência dos sujeitos. Empregou-se o modelo ecológico funcional, valorizando a realidade total do aluno dentro de sua comunidade como sujeito participativo. Para isso, foi necessária a introdução da orientação e mobilidade por meio da percepção do ambiente, sua imagem corporal dentro do espaço utilizando os sentidos remanescentes dos indivíduos. Autores como Machado (2003), por suas definições de orientação e mobilidade; Martín (2003), pelos estudos referentes à pessoa cega; Kirk e Gallagher (2002), por seu trabalho com deficientes e em especial com o deficiente múltiplo; Cardoso (1997a, 1997b), pelas contribuições ao Programa utilizado; Houaiss e Villar (2004) e Visca (2009), pelos conceitos referentes aos recursos utilizados; Siaulys (2010), por suas experiências com deficiências; e Nunes (2004), pelos resultados de sua pesquisa relacionada com a comunicação, foram utilizados como referencial teórico, dando validação e sustentação à pesquisa, contribuindo em diversos sentidos. A fim de desenvolver esses conceitos nos sujeitos, foram elaborados histórias e jogos pedagógicos, vivenciando o dia a dia dos alunos, concretizando os conceitos necessários à sua autonomia. No decorrer do trabalho, os sujeitos foram conquistando o espaço familiar e escolar, melhorando bastante sua independência, socialização e comunicação.

Palavras-chave: Deficiente visual (múltiplo). Jogos pedagógicos (história). Orientação e mobilidade.

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