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Edição 54 - Abril de 2013

Publicado: Quinta, 17 de Novembro de 2016, 12h36 | Última atualização em Terça, 17 de Janeiro de 2017, 13h12 | Acessos: 177

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CAPA: Os alunos do IBC Victor Hugo e Igor Leandro exploram o globo terrestre com o professor de geografia Renan R. da Silva. – Foto: Richardson Ortiz

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EXPEDIENTE

EDITORIAL

ARTIGOS:

A contribuição da natação para a saúde e a qualidade de vida de indivíduos com deficiência visual

Autor: Cícero Pimentel de Miranda

Resumo: A deficiência visual está diretamente ligada ao comprometimento do órgão da visão, alterações que afetam as funções visuais em níveis diferenciados e que, porventura, atingem de maneira diferente o desenvolvimento de cada indivíduo. Em face das limitações que acometem as pessoas com deficiência visual, as atividades físicas podem contribuir para o desenvolvimento das habilidades motoras, a autoconfiança e o convívio social. Partindo desse princípio, a natação apresenta-se como uma atividade física significativa na vida dos indivíduos e contribui para uma vida ativa fisicamente e, em consequência, para uma melhor qualidade de vida. A aprendizagem da natação, para a criança deficiente ou não, é tarefa central do desenvolvimento. Visa à utilização de todos os recursos do aprendiz, tanto interiores quanto exteriores, de modo a garantir uma adaptação psicossocial. Nesse sentido, o presente estudo teve como objetivo demonstrar a contribuição da natação para a saúde e qualidade de vida de indivíduos com deficiência visual.

Palavras-chave: Natação. Saúde. Deficiência visual. Inclusão social.


Deficiência visual: desafios para o ensino da geografia em sala de aula

Autor: Dariane Raifur Rossi

Resumo: O trabalho relata o estudo de caso realizado no Instituto Santa Luzia (ISL), na cidade de Porto Alegre, com três turmas mistas (alunos videntes e deficientes visuais) de 6o ano do ensino fundamental. A experiência a ser apresentada gerou reflexões muito significativas para o ensino de geografia envolvendo alunos deficientes visuais (DVs), bem como o desenvolvimento de materiais didáticos que favoreceram a compreensão de conceitos geográficos por parte desses estudantes e a melhora na integração social do grupo de alunos DVs entre si e com seus colegas videntes. O aporte teórico apresenta os conceitos sobre ensino de geografia e DV. Na parte metodológica, serão apresentadas as características do local de estudo, seus participantes e o desenvolvimento das atividades. Nos resultados, discorre-se sobre a aplicabilidade e a importância do uso dos materiais multissensoriais. Na conclusão, são expostas as contribuições dos materiais diferenciados para os educandos e sugestões sobre a temática.

Palavras-chave: Educação Especial. Geografia. Deficiência visual.


Autoestima a partir do caminhar: orientação e mobilidade da pessoa com deficiência visual

Autores: Andreisa Jacinto de Oliveira Santos e Sandra Andrade de Castro

Resumo: O artigo apresenta alguns conceitos de orientação e mobilidade (OM) e sua aplicabilidade no dia a dia da sociedade. Aponta a importância das maneiras e técnicas de locomoção – guia vidente, autoproteção e bengala longa – para que a pessoa com deficiência visual transite com segurança e independência. Cita uma lista de diretrizes sobre o trato com as pessoas com deficiência visual, orientando a sociedade sobre atitudes que facilitem a interação social destas. Entre as diversas técnicas de OM, a bengala longa, além de um instrumento, pode ser considerada, em uma análise psicológica de Jung, como um signo da pessoa com deficiência visual, tornando-se uma identificação que evoca o significado na consciência coletiva. Ela é a companheira do dia a dia, possibilitando mobilidade, privacidade, identificação, autonomia, segurança e preservação da integridade física. Segundo Hoffmann, são inúmeros os benefícios da independência locomotora: autoconfiança, integração, contato social, oportunidade de emprego. Aponta-se, também, o aumento da autoestima como benefício da autonomia. É apresentado o equipamento DPS 2000, como inovação tecnológica para facilitar o ir e vir das pessoas com deficiência visual. Conclui-se que a interação das pessoas que enxergam com as pessoas com deficiência visual é simples, sendo um caminho possível de ser percorrido, a partir da mudança atitudinal de cada um. A independência locomotora possibilita a melhoria da autoestima e, consequentemente, da qualidade de vida das pessoas com deficiência visual.

Palavras-chave: Pessoa com deficiência visual. Orientação e mobilidade. Independência locomotora. Autoestima.


Atendimento educacional aos alunos com deficiência visual na Ufac

Autores: Maria de Lourdes Esteves Bezerra e Joseane de Lima Martins

Resumo: Este artigo objetiva realizar uma reflexão sobre a política de inclusão desenvolvida na Universidade Federal do Acre (Ufac), especificamente voltada para alunos com deficiência visual, com base em entrevistas informais com alunos e ex-alunos cegos que ingressaram nos cursos superiores e também em nossa inserção e experiência como educadoras nessa instituição, além de a análise de dados registrados em documentos relativos a esse atendimento. Apresenta dois momentos distintos dessa caminhada, destacando o contexto e as perspectivas de integração e de inclusão que foram se configurando no atendimento educacional desses estudantes compreendidos entre os dois últimos anos da década de 1990 e nos anos iniciais deste século até os dias de hoje, considerando que os primeiros alunos cegos a ingressar nessa Instituição Federal de Educação Superior (Ifes) enfrentaram enormes desafios em seu percurso formativo, desde o momento das inscrições no vestibular até a conclusão das graduações, em virtude da ausência de uma política explícita de Educação Especial/Inclusiva. Contudo, isso hoje vem sendo minorado, graças à criação do Núcleo de Apoio à Inclusão (NAI), cuja finalidade é promover a política de inclusão das pessoas com necessidades especiais na Ufac, por meio do atendimento a suas dificuldades de natureza didático-pedagógica ou de acessibilidade, do esclarecimento de alguns pressupostos no que tange à prática educativa e da identificação de fatores diversos que contribuam para a diferenciação pedagógica em busca do alcance da perspectiva de uma universidade inclusiva.

Palavras-chave: Política de inclusão. Deficiência visual. Universidade inclusiva.

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