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Edição 41 - Dezembro de 2008

Publicado: Quarta, 16 de Novembro de 2016, 16h18 | Última atualização em Terça, 17 de Janeiro de 2017, 11h12 | Acessos: 262

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CAPA:Fotografia da peça O Príncipe Negro dirigida pela professora Marlíria Cunha do Instituto Benjamin Constant – IBC Autor: Eduardo Martins
 
SEÇÕES:
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ARTIGOS:
 
 
Autora: Priscila Augusta Lima
 
Resumo: Este artigo resulta de pesquisa sobre as estratégias de locomoção e orientação espacial de adultos cegos residentes em Belo Horizonte. A deficiência visual traz, às pessoas que com ela convivem, o desafio de se locomoverem e de conhecerem os espaços próximos e distantes. A investigação teve como objeto as estratégias de locomoção e orientação espacial construídas pelas pessoas cegas. Buscou conhecer as estratégias do grupo, apontando elementos relevantes em seus deslocamentos cotidianos e a importância destes elementos na construção de sua autonomia. Pautado por uma abordagem qualitativa de estudo de caso e por meio de entrevistas semi-estruturadas, o estudo mostrou que os sujeitos produzem estratégias, nem rígidas nem homogêneas, que estão associadas ao contexto social e às suas necessidades cotidianas. O estudo evidenciou a existência de diversas estratégias produzidas na realização dos percursos cotidianos relacionados à locomoção para o trabalho e a escola. Mostrou a importância das percepções auditiva e tátil para a locomoção e orientação dos sujeitos. Destacou a importância do uso da bengala nesses percursos. Discutiu ainda a relação entre a locomoção e a orientação espacial e o tipo de deficiência: congênita ou adquirida.
Palavras-chave: pessoas cegas, estratégias, locomoção e orientação espacial.
 
 
 
Autores: Clarissa de Arruda Nicolaiewsky e Jane Correa
 
Resumo: O domínio da língua escrita é fundamental na sociedade contemporânea. A habilidade de demarcar os limites das palavras no texto é desenvolvida ao longo do processo de aquisição da língua escrita, sendo tal demarcação importante para a compreensão textual. São dois os tipos de segmentação lexical não convencional encontrados nos textos infantis: a hipossegmentação (junção de duas ou mais palavras) e a hipersegmentação (espaço indevido inserido em uma palavra). Como o Sistema Braille possibilita aos indivíduos cegos a participação em diversos contextos, é fundamental que seja propiciado seu domínio pleno. Assim, o presente artigo examina a natureza das segmentações não convencionais na produção textual em braille, com base em pesquisa da qual participaram 21 alunos dos três primeiros anos do ensino fundamental do Instituto Benjamin Constant. Os resultados evidenciaram a predominância de hipossegmentações e a importância da atribuição de significados às palavras, quando da colocação de espaços em branco entre elas, de forma semelhante à observada na escrita de crianças visonormais. As segmentações não convencionais, presentes nos textos dos aprendizes cegos, indicam estar ainda em desenvolvimento sua compreensão do conceito de palavra. Entender o processo de aquisição da língua escrita é fundamental para que se desenvolvam práticas pedagógicas que facilitem o domínio das habilidades relativas à produção textual.
 
 
 
Autores: Priscila Conceição dos Santos e Maria Tereza Ávila Gallo 
 
Resumo: Este estudo tem como objetivo relatar casos de crianças com surdocegueira congênita atendidas em um centro referência de Salvador, Bahia, caracterizando aspectos clínicos, quadro motor e/ou aprendizagem, forma de comunicação, principais aspectos socioeconômicos, propostas terapêuticas aplicadas por uma equipe interdisciplinar e as respostas produzidas por estas crianças. Para tanto, foram aplicados dois questionários semi-estruturados, distintos e específicos: um com os pais e/ou responsáveis legais, e outro com os profissionais da equipe interdisciplinar que as acompanha. Na análise dos dados relatam-se as características sociodemográficas, clínicas e de inserção de sete crianças com diagnóstico de surdocegueira congênita nos diversos segmentos da sociedade. A maioria dos casos relatados foi de crianças do sexo masculino, que apresentaram perda auditiva severa e perda visual leve, ou seja, baixa visão, tendo citomegalovírus e rubéola materna como as causas mais freqüentes da surdocegueira. As crianças utilizavam como forma de comunicação gestos naturais e LIBRAS, e apresentaram quadro motor sem alterações. As condutas realizadas pela equipe interdisciplinar se basearam na abordagem de Jan Van Dijk, que preconiza o desenvolvimento de uma consciência simbólica através do movimento. As crianças obtiveram respostas a estas condutas, porém de forma lenta. Conclui-se, através dos casos relatados, que a surdocegueira gera, principalmente, atrasos na aprendizagem e na comunicação, o que prejudica a vida social da criança, sua locomoção e independência, sobretudo quando associado a outros fatores, como o relacionamento familiar. Notou-se ainda a extrema importância do diagnóstico precoce e da intervenção em tempo hábil, por meio da ação de uma equipe interdisciplinar engajada em prevenir ou minimizar os atrasos apresentados, promovendo, o quanto antes, a inserção destas crianças nos vários segmentos da sociedade.
Palavras-chave: Crianças; Congênita; Privação Sensorial
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