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Edição 40 - Agosto de 2008

Publicado: Quarta, 16 de Novembro de 2016, 16h10 | Última atualização em Terça, 17 de Janeiro de 2017, 11h12 | Acessos: 395

Nossos Meios RBC RevAgo2008 RBC40

CAPA:Fotografia realizada na "Brinquedoteca" do Instituto Benjamin Constant – IBC. Autor: Claudio Vilardo

SEÇÕES:

EXPEDIENTE

EDITORIAL

ENTREVISTA

RELATO

ARTE DA CAPA

LEITURA

ARTIGOS:

Análise comparativa da brincadeira simbólica de crianças cegas congênitas e de visão normal

Autores: Maria Monteiro Drumond Poyares e Márcia Goldfeld

Resumo: Este trabalho teve como objetivo verificar as dificuldades ou diferenças que a deficiência visual, mais especificamente a cegueira congênita, impõe ao desenvolvimento da brincadeira simbólica. São apresentados os dados de uma pesquisa de campo com crianças cegas congênitas e crianças videntes, comparando suas competências quanto à brincadeira simbólica. O grupo de pesquisa consistiu de seis crianças cegas congênitas, estudantes da escola especializada do Instituto Benjamin Constant no Estado do Rio de Janeiro, que não possuem patologias neurológicas graves ou auditivas. As crianças eram do sexo masculino, na faixa etária de 4 a 6 anos e nível socioeconômico baixo. O grupo de controle foi composto de crianças sem comprometimento visual e com as mesmas características das do grupo de pesquisa, objetivando o seu pareamento. No desenvolvimento da brincadeira simbólica, a pesquisa confirmou a expectativa, já que a criança cega congênita estabeleceu uma relação diferente com os objetos e com a condução da brincadeira, em comparação às crianças videntes. Os dados revelaram que a necessidade de manipulação prolongada dos objetos, as constantes perguntas ao adulto sobre seus atributos e o interesse no objeto em si, provocaram uma ruptura na condução da brincadeira. Este fato não foi observado na criança vidente. A análise dos dados permitiu eleger a brincadeira simbólica como importante indicador do desenvolvimento da criança cega e indispensável para múltiplas elaborações.
Palavras-Chave: Cegueira; Linguagem; Brincadeira Simbólica; Educação Especial; Criança.

Como pensar o handicap: as representações sociais da cegueira e as dificuldades de inclusão das pessoas cegas na sociedade francesa

Autora: Dannyelle Valente

Resumo: Este artigo trata dos problemas enfrentados pelas pessoas cegas no âmbito das relações sociais. Com o foco especialmente voltado para o contexto francês, analisaremos as diversas imagens vinculadas à cegueira e as ações sociais implantadas, em diferentes épocas, como forma de interagir com esta particularidade. Propondo um breve apanhado histórico, trataremos, inicialmente, de algumas imagens vinculadas à cegueira na Idade Média e, em seguida, das atitudes filantrópicas emergentes no período Iluminista. Finalmente, no início do século XX veremos surgir, cada vez mais, discursos visando uma integração social por vias de compensação e adaptação. Princípios de igualdade social e medidas em prol de uma verdadeira participação das pessoas cegas na sociedade são hoje, cada vez mais, presentes nos discursos jurídicos e políticos. Porém, o que vemos ocorrer na prática ainda se difere amplamente do que é almejado em teoria. O olhar de alteridade e a discriminação são ainda moedas correntes em nosso século. Através do conceito de estigma de Goffman, nós focalizaremos especialmente as circunstâncias subjetivas, ou seja, as imagens inferiorizantes ou exageradas da cegueira, as quais, enraizadas historicamente e somadas ao atributo visível da deficiência, influenciam as condutas sociais de discriminação e de preconceito.

Dança como recurso terapêutico ocupacional junto a crianças com deficiência visual

Autores: Luzia Iara Pfeifer e Renata Andréa Aquino Defina

Resumo: Este trabalho teve como objetivo verificar os avanços de desempenho psicomotor de dez crianças deficientes visuais através de um programa de intervenção utilizando a dança como recurso terapêutico ocupacional. As crianças deficientes visuais participaram semanalmente de aulas de dança durante seis meses, sendo que foram realizadas cinco filmagens ao final de cada mês. As filmagens foram analisadas, utilizando-se um protocolo de avaliação, que tornou possível comparar o desempenho e a evolução de cada criança ao longo dos cinco registros. A prevenção de déficits psicomotores e o aprimoramento da aquisição das diversas etapas do desenvolvimento psicomotor (orientação espacial, orientação temporal, equilíbrio, esquema corporal, etc), através dos diversos estímulos oferecidos pela dança (já que a mesma favorece a aquisição de propriocepção, consciência corporal, percepção do corpo e resposta a estímulos, reações de proteção, técnicas de respiração, ritmos, etc) e do potencial de cada criança, foram enfoques durante todo o processo da pesquisa. Os resultados mostraram: melhora do desempenho psicomotor de todas as crianças participantes; a evolução da técnica da dança; aumento da motivação das crianças para os encontros e até mesmo o desenvolvimento da criatividade das próprias crianças durante o dançar.
Palavraschave: dança; deficiência visual; psicomotricidade; terapia ocupacional.

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