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Edição 39 - Abril de 2008

Publicado: Quarta, 16 de Novembro de 2016, 13h19 | Última atualização em Terça, 17 de Janeiro de 2017, 11h12 | Acessos: 249

Nossos Meios RBC RevAbr2008 RBC39

CAPA: ex-aluno e atual revisor, Michael, conhece as paredes do IBC sem o revestimento externo. Autor: Claudio Vilardo

SEÇÕES:

EXPEDIENTE

EDITORIAL

ENTREVISTA

ARTE DA CAPA

LEITURA

SAIU NA IMPRENSA


ARTIGOS:

Redirecionamento Visuotátil da Atenção em Pessoas com Deficiência Visual Tardia

Autores: Filipe Herkenhoff Carijó, Maria Clara de Almeida e Virgínia Kastrup

Resumo: O estudo da cognição em pessoas com deficiência visual tardia revela um problema no que concerne à mobilização da atenção após a perda da visão. Tal mobilização, deflagrada pela redução do sucesso de certos automatismos geralmente envolvidos na execução de nossas ações, requer um processo de aprendizagem e uma reinvenção da forma de conhecer o mundo. O objetivo deste artigo é investigar o problema do redirecionamento da atenção da visão para o tato, bem como sua participação no aproveitamento de conhecimentos previamente adquiridos e construídos no domínio visual. O artigo discute a relação do redirecionamento atencional com as mudanças compensatórias observadas em pessoas com deficiência visual tardia, mostrando a participação destes dois processos na reconstrução da cognição. Além de lançar mão de referências teóricas de John Dewey (1922), J.J. Gibson (1962), Francisco Varela (1992) e Yvette Hatwell (2003), entre outros, utilizamos extratos de entrevistas realizadas com deficientes visuais participantes da oficina de cerâmica do Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro.
Palavras-chave: cognição - deficiência visual - atenção

Representações Sociais de Professores Sobre a Inclusão de Alunos com Deficiência em Turmas Regulares

Autora: Cristiane Correia Taveira

Resumo: O discurso circulante em prol do respeito à diversidade pode redundar em posturas superficiais de acolhimento do aluno com deficiência. A Teoria das Representações Sociais permite compreender o tripé grupos-atos-idéias e discernir o discurso socialmente aceitável sobre inclusão das práticas observadas. Em pesquisa na Rede Pública Municipal do Rio de Janeiro, foram investigadas duas escolas de pequeno porte e duas escolas de grande porte, envolvendo 15 professores, 10 turmas, e 14 alunos com deficiência. A metodologia compreendeu a observação de campo e entrevistas. Os grupos focais para 40 professores contribuíram para refinar a análise das categorias surgidas da observação de campo: o aluno encarteirado; a necessidade de rotular; o professor vítima; a inclusão paralisante; a inclusão mobilizadora. Utilizou-se a análise de conteúdo e a leitura exaustiva do diário de campo para apreender a força das imagens e das práticas sociais que circulam nas instituições e grupos. Os dados indicaram que a situação de inserção do aluno com deficiência ameaça a segurança dos professores, em termos de vigília e de controle. O questionamento a esta ordem disciplinar pode vir via inclusão.
Palavras-chave: educação inclusiva; representações sociais de professores; alunos com deficiência em turmas regulares.

Desenho Geométrico e Deficiência Visual

Autor: Jorge Carvalho Brandão

Resumo: O presente artigo é fruto de pesquisa qualitativa realizada durante três semestres na disciplina de Desenho Geométrico, oferecida para alunos da Licenciatura em Matemática da UECE. A disciplina teve parte de seu conteúdo adaptado para pessoas cegas. Foram realizadas observações participantes bem como entrevistas não-diretivas com o intuito de averiguar se os discentes sabiam o que estavam construindo geometricamente e se tinham condições de lecionar desenho geométrico, no Ensino Fundamental, para alunos com deficiência visual. Percepção espacial e confecção e resolução de situações-problema foram critérios adotados pelo pesquisador com objetivo de analisar a aprendizagem. Dos 54 alunos acompanhados, percebeu-se que 37 tiveram desempenho satisfatório (sabiam fazer e explicar construções geométricas bem como confeccionar situações-problema).
Palavras-chave: desenho e cegos; confecção de situações-problema; matemática adaptada; percepção espacial e pesquisa qualitativa.

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