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Associação Brasileira de Professores de Cegos e Amblíopes homenageia o professor Marcello Estevão

A homenagem foi hoje (26) à tarde, no Auditório Maestro Gurgulino de Souza. 

  • Publicado: Terça, 26 de Março de 2019, 18h23
  • Última atualização em Terça, 26 de Março de 2019, 18h52
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Participaram da homenagem vários ex-alunos do professor de francês aposentado, que chegou à sala 251 acompanhado da mulher e das duas filhas — uma delas também servidora do IBC, a jornalista Marília Estevão.

O presidente da Associação, o também professor aposentado Severino Ramos Campelo, abriu os pronunciamentos fazendo um breve histórico da entidade, criada com o objetivo de promover a integração e a troca de experiências entre professores especializados na educação de pessoas cegas e com baixa visão, que na época da fundação da entidade eram chamadas de amblíopes.  "As terças-feiras são reservadas para as nossas reuniões, mas esta realmente é especial e ficamos muito felizes de estarmos aqui prestando essa homenagem  nosso associado mais antigo, fundador da ABPCA, e que foi tão importante na vida de tantos alunos daqui do Institutos", disse.

A professora Maria da Glória de Souza Almeida, assessora do gabinete e representante da Direção-Geral do Instituto no ato, quebrou o protocolo e falou como ex-aluna do IBC, relembrando os tempos de estudante que a marcaram indelevelmente. "Eu tive a oportunidade de ter sido aluna de pessoas da melhor qualidade e que realmente fizeram a diferença na minha vida, como os  professores Marcello e seus colegas Paulo Fernando,  Malcher, Benedita da Silva, entre outros",  disse Glorinha.

O psicólogo e associado da ABPCA, Gualter Dulci da Costa, fez questão de saudar o ex-professor e falar sobre a importância do papel de uma entidade com as características da ABPCA para a qualidade de vida dos deficientes visuais na terceira idade.  "É um espaço de compartilhamento de sentimentos, saberes e da memória do Instituto Benjamin Constant que não se pode perder.  É uma pena que morra conosco a lembranças de tudo o que esta casa já viveu e de pessoas como o Marcello", disse. 

Professor de francês e amante de boa música, Marcello foi surpreendido pelos ex-alunos duplamente: o casal de músicos Rubem Bastos e Virgínia Menezes interpretou — ele ao piano e ela cantando — duas das canções francesas mais famosas: La Bohème e Ne me quitte pas; em seguida, foi a vez de o presidente da Associação e também pianista profissional executar duas peças do cancioneiro nacional: os chorinhos Flor Amorosa e Carinhoso.  

Ao final, o professor  falou sobre a importância do Instituto Benjamin Constant na vida dele e prestou também sua homenagem aos seus dois maiores amigos e colegas do Instituto, já falecidos: os professores Edison Ribeiro Lemos e Ernani Vidon.  "Quando viemos para cá, em 1946, o ginásio  estava oficializado e isso nos possibilitou continuar a nossa educação para além do ensino fundamental, o que era inédito até então.   Nós três fomos os primeiros cegos do Brasil a cursar o clássico, correspondente ao ensino médio, em escola regular, e também a cursar a universidade. O nosso pioneirismo abriu a possibilidade para que outros cegos também pudessem continuar os estudos e passarem a ter acesso a coisas que até então eles não tinham.   Esta foi a nossa contribuição para o progresso da educação de cegos no País.   Por isso, faço questão de estender esta linda homenagem que vocês me fizeram ao Édison e ao Ernani, também professores do IBC", concluiu.

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