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Aniversário de 164 anos do IBC tem como tema a tolerância entre as pessoas

A comemoração foi ontem (17) e começou às 8 horas, com o hasteamento das bandeiras do Brasil, do Estado do Rio de Janeiro e do Instituto Benjamin Constant.

  • Publicado: Terça, 18 de Setembro de 2018, 10h49
  • Última atualização em Quinta, 20 de Setembro de 2018, 11h37
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A solenidade de hasteamento foi em frente ao prédio do Instituto, ao som da Banda de Fuzileiros do 1º Distrito Naval, que executou o Hino Nacional.  Em seguida, os músicos da banda fizeram um cortejo pelas dependências do Instituto até o pártio interno, onde animaram o lanche coletivo e o tradicional Parabéns pra Você em homenagem à Instituição.

Depois do corte do bolo de aniversário, todos se dirigiram ao Teatro Benjamin Constant, onde foi realizada a primeira cerimônia ecumênica do Instituto,   reunindo representantes das três principais religiões brasileiras - católica, evangélica e espírita.  Os oficiantes foram o padre Carlos Palácio, prefeito da igreja do Colégio Santo Inácio; o pastor da igreja batista, Silvino Neto, e a professora Cristina Delou, do Grupo Espírita Fabiano.  Todos eles fizeram suas pregações abordando o estado de beligerância, de ódio e de exclusão que tem dividido o mundo em geral e a a sociedade brasileira em particular nos últimos anos; citaram a intolerância religiosa como uma dessas fontes de discórdia e defenderam a união das pessoas pelo amor e a fraternidade.

Após a cerimônia ecumênica, foi realizada a tradicional sessão solene de aniversário, que neste ano contou com a presença da coordenadora-geral de Políticas de Educacão Profissional da Secretaria de Educacão Profissional e Tecnológica (SETEC/MEC), Joelma Bonfim da Cruz Campos; do reitor do Instituto Federal do Rio de Janeiro, Rafel Almada, representante do Conselho Nacional das Instituições Federais de Ensino (Conif), do reitor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Luís Pedro San Gil Jutuca, do diretor-geral do Instituto Nacional de Educação de Surdos do vice-reitor do Colégio Pedro II, Marco Antônio da Costa, dentre outras autoridades convidadas.  Três ex-diretores do Instituto - os professores Ana de Lourdes Barbosa de Castro, Jonir Bechara Cerqueira e Carmelino Souza Vieira - também estiveram presentes e foram homenageados.

O estudante Rafael Antunes, da turma 901, representou os alunos do ensino fundamental; já os da Reabilitação foram representados pela aluna Sheila Mourão.  Os servidores do IBC foram representados pela professora Marta Maria Donola Victorio, da Divisão de  Reabilitação, Preparação para o Trabalho e Encaminhamento Profissional (DRT)e pela técnica administrativa Cristina Moraes, pedagoga, da mesma divisão.  Os pais e responsáveis de alunos foram representados pelo funcionário terceirizado Manoel Amaro Fernandes, lotado no Departamento de Planejamento e Administração, pai da aluna Manuella Jordão, da Reabilitação. Nas falas dos representantes a tônica foi o reconhecimento da importância do IBC para a vida das crianças, jovens e adultos cegos, com baixa visão e surdocegos.

A solenidade contou com a participação do Grupo Ponto de Vista, formado por alunos da Reabilitação, que abriu os trabalhos com uma apresentação musical.  A comissão organizadora do I Concurso do Livro Tátil do Instituto Benjamin Constant também aproveitou o dia de festa para entregar o prêmio de participação no concurso às professoras Cristina Silva Ribeiro de Souza e Sylvia Soares de Souza, ambas da educação infantil, e à professora Jussara Costa de Almeida, coordenadora do 1º segmento do ensino fundamental.  Elas são as autoras do livro Histórias de Ariela, voltado a crianças com deficiência visual das turmas em início de escolarização e que tem como objetivo introduzi-la nos primeiros conceitos da matemática.

No seu discurso, o diretor-geral do IBC fez um balanço das conquistas que a Instituição teve nos últimos anos.  Dentre os desafios enfrentados, ele citou  a criacão do novo Departamento de Pós-Graduacão, Pesquisa e Extensão (DPPE), por meio do qual o IBC passará a oferecer cursos de mestrado e especialização na área da educação especializada em deficiência visual, além  da continuidade e aperfeiçoamento do Programa de Residência Médica em Oftalmologia, um dos mais prestigiados do Brasil. "Estamos em constante diálogo com a EBSERH e com o MEC para chegarmos ao melhor entendimento para o efetivo atendimento da população e continuidade da formação de excelência do IBC", informou.  

João Ricardo encerrou o discurso reiterando que há muito ainda a ser feito pela inclusão das pessoas com deficiência visual no Brasil e que o Instituto Benjamin Constant, ao longo de sua história, tem tido importante papel nesse processo.  "Como sempre afirmamos, incluir não é matricular, mas é garantir que o aluno viva a escola de forma plena - educacional, social e criticamente.  Para isso,  é   importantel enxergarmos a deficiência para que possamos dar condições de acessibilidade.  Porém, é fundamental vermos a pessoa, para darmos a ela oportunidades de sucesso", concluiu. 

 

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