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Dia Nacional do Braille

 O data foi instituída pela Lei Nº 12.266/2010 e é comemorada no dia 8 de abril em homenagem ao nascimento do primeiro professor de braille do Brasil e idealizador do Instituto Benjamin Constant. 

  • Publicado: Quarta, 07 de Abril de 2021, 17h56
  • Última atualização em Quarta, 07 de Abril de 2021, 22h12
descrição: cartaz dividido em duas partes.  À esquerda, com fundo marrom escuro e, à direita, com fundo marrom mais claro.. À esquerda, no topo, em letras marrons escuras, lê-se: Dia de reverenciar o pioneiro da inclusão social da pessoa cega no Brasil.  Abaixo, posicionada metade na parte marrom e metade na parte bege, uma ilustração do retrato de um homem de óculos escuros.  Ao lado e abaixo,lê-se: "osé Álvares de Azevedo, introdutor do Braille no Brasil (1850) e idealizador do Instituto Benjamin Constant (1854).".Acima, à direita, a foto de dois meninos e uma menina cegos, lendo livros em braille.  Abaixo da foto, a legenda: "Júlia, Vitor e Anderson – alunos do IBC que podem sonhar com um futuro promissor porque o jovem José sonhou com isso primeiro. "
A professora Geni Ferreira e a revisora Natália Medeiros vão fazer uma live para falar sobre braille e tecnologia, hoje, às 18 horas, pelo Instagram.

O ano era 1844; a cidade, o Rio de Janeiro, sede do Império Brasileiro; o menino tinha 10 anos, era cego e se chamava  José Álvares de Azevedo (nada a ver com Álvares de Azevedo — o Manuel — poeta, escritor e contista da segunda geração romântica brasileira, três anos mais jovem que o protagonista desta história).  Filho de família rica e que valorizava a educação, foi enviado para a França com o objetivo de educar-se já que, na época, educação no Brasil era um luxo para poucos —  videntes ou não.  Porém, para as pessoas cegas havia a barreira da comunicação visual e  a falta absoluta de educadores capazes de superá-la e ensinar o básico:  ler e escrever. 

No Instituto Real dos Jovens Cegos de Paris, o menino foi apresentado ao sistema de leitura e escrita  desenvolvido por um adolescente cego genial, de apenas 15 anos, chamado Louis Braille. Ser alfabetizado nesse sistema despertou em José a vontade de ensiná-lo ao maior número de cegos brasileiros que lhe fosse possível.  E mais: o fez sonhar com uma escola no Brasil nos mesmos moldes do instituto francês, para ajudar seus compatriotas  até então condenados a uma vida de eterna dependência da misericórdia alheia. 

O entusiasmo juvenil concretizou-se em ações concretas, assim que voltou ao Brasil em 1850, com 16 anos.  Atuou em duas frentes: a primeira foi política —  empreendeu uma verdadeira campanha em prol da educação das pessoas cegas, procurando a adesão de pessoas influentes da corte e escrevendo artigos para  jornais; a segunda foi como professor.  Nessa frente ele foi tão eficiente, que impressionou o pai de sua primeira aluna — Adèle Sigaud, filha de José Francisco Xavier Sigaud,  médico do Imperador D. Pedro II.  Com o auxílio do Barão do Rio Bonito, Xavier Sigaud conseguiu uma audiência de José com o soberano. O resto faz parte da história da educação especializada brasileira.  Quatro anos depois estava fundado o Imperial Instituto dos Meninos Cegos, que 37 anos depois ganharia uma sede espetacular, na Praia da Saudade (hoje Praia Vermelha), com o nome que tem até hoje — Instituto Benjamin Constant. 

 

 Braille & Tecnologia: as interfaces da acessibilidade 

892b562a bf75 42ac 89ac b6f2259447b2A semente plantada por José Álvares de Azevedo vem sendo regada por gerações de homens e mulheres, cegos e videntes que, como ele, se dedicam ao ensino do braille, com todas as dificuldades que cercam qualquer atividade que dependa de qualificação profissional, recursos e de pessoas que se proponham a realizar uma tarefa desafiadora.   Uma dessas dificuldades é o apelo fácil das tecnologias de acessibilidade que, apesar de maravilhosas e inclusivas, não conseguem substituir o suporte de ensino-aprendizagem que só um sistema de leitura e escrita pode dar.  Este é um dos assuntos que serão abordados na live promovida pela Coordenação das Revistas em Braille do Instituto Benjamin Constant.

A live será conduzida pela professora  Geni Abreu, coordenadora de Revisão Braille do IBC.  Ela conversará com a ex-aluna do IBC e revisora da Divisão de Imprensa Braille, Natália Medeiros.    Apesar da pouca idade, com apenas 28 anos, Natália  é uma conhecedora profunda do sistema braille  e coloca sua expertise à serviço da Divisão de Imprensa Braille, onde trabalha como revisora de textos das publicações do Instituto.  Mesmo sendo usuária avançada das tecnologias de acessibilidade, ela sabe que nenhuma delas substitui o braille como instrumento de aprendizado, produção de conhecimento e bom uso da língua portuguesa.  

O evento será  às 18 horas, pelo canal das Revistas Pontinhos e RBC no Instagram. 

Para saber mais sobre o braille, acesse:

Os 60 anos da Revista Pontinhos 

O Sistema Braille

 

 

 

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