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Hoje é o Dia Nacional do Braille

A data homenageia o nascimento de José Álvares de Azevedo, idealizador do Instituto Benjamin Constant e Patrono da Educação de Cegos do Brasil.

  • Publicado: Quarta, 08 de Abril de 2020, 14h23
  • Última atualização em Quarta, 08 de Abril de 2020, 17h07
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Recém-chegado da França, onde havia aprendido  o código braille no Instituto dos Meninos Cegos de Paris, José Álvares chamou para si o desafio de alfabetizar o maior número de cegos que conseguisse.  Foi assim que, aos 16 anos, ele se tornou o primeiro professor de braille do Brasil.

Além de ensinar, o jovem passou a escrever artigos para jornais e a fazer um verdadeiro lobby entre as elites política e intelectual do Rio de Janeiro, então capital federal, para a implantação de uma instituição semelhante àquela em que estudou. 

Por intermédio do pai de uma aluna, o médico Xavier Sigaud, José Álvares conseguiu ser recebido pelo Imperador D. Pedro II, que ficou impressionado com a apresentação do rapaz, a ponto de mandar providenciar os estudos para a construção da escola.  "O resto é história; uma história muito bonita da qual, nós, do Instituto Benjamin Constant, nos sentimos honrados de fazer parte", disse o diretor-geral do IBC, João Ricardo Melo Figueiredo.

De 1854, ano de fundação do IBC, até hoje, muita coisa mudou no mundo e no Brasil.  "Hoje, as pessoas com deficiência visual  têm toda uma tecnologia à disposição para tornar o mundo mais acessível; mas especificamente para os cegos, o braille é e sempre será a base sem a qual ele não conseguirá progredir na vida acadêmica e se inserir na sociedade", completou o diretor.  

O Programa Nacional do Livro Didático Acessível

Da última comemoração à data até hoje, a disponibilização de livros didáticos em braille para os estudantes cegos brasileiros foi ampliada de forma expressiva por meio do Programa Nacional do Livro Didático Acessível (PNLD/Acessível), do Ministério da Educação. 

Só no ano passado foram distribuídos 28.743 exemplares de 362 obras produzidos em braille e também com caracteres em tinta ampliados, para serem usados por cegos e pessoas com baixa visão.  Esta foi a primeira vez que alunos do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental tiveram acesso a  este material adaptado.

Os livros em braille-tinta do PNLD Acessível permitem que tanto as famílias como os professores possam acompanhar o que o estudante que utiliza o braille está lendo, além de garantirem que os alunos cegos  tenham acesso ao mesmo conteúdo do material didático utilizado pelos colegas videntes.  A distribuição dos exemplares é feita tendo como base o número de matrículas que consta no Censo Escolar do ano anterior.  Os livros acessíveis não são consumíveis, portanto podem ser utilizados por outro estudante no ano seguinte.

Neste ano, o MEC ampliou a oferta para todas as séries do ensino fundamental e está  trabalhando na avaliação e entrega de 10.776 livros (em 286 obras) para estudantes do sexto ao nono ano.  "O Instituto Benjamin Constant foi chamado a participar da avaliação das obras produzidas e impressas pelas editoras, juntamente com os Centros de Apoio Pedagógico para Atendimentos às Pessoas com Deficiência Visual (CAPS), para que a qualidade do material disponibilizados aos alunos cegos e com baixa visão melhore a cada edição".

Clique aqui para assistir ao podcast sobre a importância do Dia Nacional do Braille para os cegos brasileiros com as falas das professoras Maria da Gloria de Souza Almeida e Thalita Nilander, do Instituto Benjamin Constant.

 

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