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Professor do IBC desenvolve software com jogos musicais para crianças com deficiência visual

O "Ritmáximo" é um projeto que leva a música da sala de aula para casa como opção de entretenimento.

  • Publicado: Quinta, 29 de Agosto de 2019, 15h40
  • Última atualização em Terça, 03 de Setembro de 2019, 10h21

A inspiração do professor de Música Fernando Guilhon foi uma atividade que sua professora da escola desenvolvia na turma e que consistia em um jogo para distinguir os diferentes ritmos musicais. Quando entrou no Instituto Benjamin Constant, em 2014, ele decidiu desenvolver a mesma atividade com os seus alunos. 

Utilizando um violão, tocava levadas de baião e de samba, por exemplo, e percebia que no decorrer das aulas seus alunos iam reconhecendo os ritmos com mais facilidade sendo que, ao final do ano, podiam identificar até 12 ritmos diferentes. Ao perceber isso, Fernando decidiu desenvolver um software chamado "Ritmáximo" que possibilitasse diversão às crianças com deficiência visual e que não sabem ler ou que ainda não dominam o teclado de um computador. "Eu não queria que essa atividade ficasse restrita à sala de aula, então pensei em criar um software gratuito para que as crianças pudessem ter em casa uma opção de entretenimento", afirmou o professor.

Para navegar nos jogos do Ritmáximo, as crianças precisam saber utilizar apenas as setas (cima, baixo, lado direito e lado esquerdo), a tecla "Enter" e o "Esc" do teclado de um computador. E nos jogos, a brasilidade se destaca entre os ritmos e instrumentos musicais utilizados em formato eletrônico.

O software foi o projeto da dissertação do professor Fernando, no Mestrado Profissional em Ensino das Práticas Musicais, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Ontem (28), ele apresentou o resultado desse projeto para sua banca avaliadora, no Auditório Maestro Gurgulino (sala 251), no Instituto Benjamin Constant. O título da dissertação é "Produção e Lançamento de Software Livre para Crianças Cegas", sob orientação do professor Afonso Claudio Segundo de Figueiredo (UNIRIO).

Dentre as considerações da banca, o professor José Antônio dos Santos Borges, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), destacou que utilizar ritmos brasileiros reforça a nossa cultura musical e que o Ritmáximo é um "projeto tecnológico ampliável, que pode ser expandido e transplantado para outras plataformas". José Antônio foi o coordenador que atuou no Projeto DOSVOX, Sistema Operacional para Deficientes Visuais, que sintetiza vocalmente textos genéricos na língua portuguesa.

O professor Rodrigo Batalha, da UNIRIO, ponderou que seria interessante o uso de ritmos gravados com instrumentos em estúdio, pois "o uso de sons reais pode proporcionar uma experiência mais real aos usuários". E completou que os jogos do Ritmáximo possibilitam "experiências de escuta da musicalidade brasileira, permitindo conhecer mais sobre instrumentos e possibilitando que a criança crie sua própria composição musical". A professora Ana Letícia Barros, da UNIRIO, também apontou que o desenvolvimento do software pode melhorar tendo como "diferencial de qualidade o uso de gravação em estúdio, valorizando a musicalidade brasileira".

Após breve reunião dos professores da banca avaliadora, o professor Fernando Guilhon obteve aprovação no Mestrado. Ainda em desenvolvimento, o software estará em breve disponível para download e será notícia aqui no site do IBC.

 

 

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