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Eduardo Pinto de Vasconcellos

Publicado: Segunda, 07 de Setembro de 2020, 10h56 | Última atualização em Quinta, 10 de Setembro de 2020, 11h08 | Acessos: 59

Bacharel em direito, que trabalhava como delegado de polícia do 13º distrito policial da Guanabara, então capital federal, da qual não se tem outras informações a não ser as pequenas notas e notícias dos jornais da época.   De acordo com o Diário Carioca, que fazia forte oposição ao governo do presidente Arthur Bernardes (1922-1926), Eduardo Pinto Vasconcellos havia sido nomeado diretor do IBC por indicação do então vice-presidente da República, Estácio Coimbra. Sabe-se apenas que fez reformas físicas na instituição e, em 1929,   nomeou o filho, Eduardo Pinto Vasconcellos Filho como médico substituto durante o impedimento do profissional da casa, o Dr. João Pedro Costa.  

reportagem diario carioca gestao eduardo pintoFoi uma gestão tumultuada, marcada por confusões entre o diretor e alguns funcionários da casa. De acordo com os jornais de maio de 1929, em uma delas, Eduardo Vasconcellos teria punido disciplinarmente, com suspensão, dois professores do Instituto —  Vicente Cernittiari, violinista de renome, e Luiz Cândido Figueiredo —  por ambos terem subido a escada do hall do IBC com os respectivos chapéus na cabeça.  Este foi o estopim para que uma série de denúncias contra o diretor viesse à tona. O IBC passou mais de um ano sendo citado nas páginas policiais dos principais jornais do país, com as acusações mais diversas contra o diretor, como desvio de dinheiro, de alimentos destinados aos alunos para si e sua famílias, uso de notas de compras falsas para justificar gastos não feitos.   À esta denúncia se somou outra, mais grave, de que o diretor atentaria ao pudor das alunas cegas. 

Foi formada uma comissão de sindicância que considerou as denúncias procedentes.  O diretor foi exonerado enquanto que a Comissão de Correição Administrativa, já do governo de Getúlio Vargas, examinava o caso para determinar as medidas punitivas.  A defesa de Eduardo  Pinto argumentou que: o uso de alimentos pelo diretor e sua família, residentes no IBC, apesar de não estar prevista no regimento, era uma praxe em administrações anteriores e que o desvio do dinheiro foi feito para atender a despesas do próprio Instituto que não estavam previstas.  Os procuradores que faziam parte da comissão decidiram que a demissão do diretor era punição suficiente, tratando os mal-feitos administrativos como irregularidades.  Quanto à denúncia de atentado ao pudor, foi decidido encaminhar o processo à justiça comum (foto à esquerda), cujo desfecho não é conhecido. 

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