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A Surdocegueira Congênita e suas Consequências no Desenvolvimento e na Comunicação

Publicado: Quinta, 20 de Dezembro de 2018, 15h59 | Última atualização em Quinta, 03 de Janeiro de 2019, 11h25 | Acessos: 1763

Público: Professores e outros profissionais, com graduação completa, que atuam na área da educação.

Ementa: 1. Surdocegueira Congênita: conceito e definição; 2.Características da população com SCC; 3. O tato: o que é e como se relaciona com a cognição; 4. O processo de desenvolvimento e aquisição de linguagem na SCC; 5. O professor, o mediador e a família: espaço colaborativo continuado de ensino-aprendizagem; 6. Etapas da construção do sentido na comunicação com a pessoa com SCC: a importância de experiências compartilhadas; 7. Aquisição de linguagem e transição para uma linguagem cultural; 8. Desafios para a inclusão de crianças e jovens com SCC no ensino regular: o papel das políticas públicas.

Objetivo: Compreender as especificidades e desafios no atendimento e inclusão de pessoas com surdocegueira congênita.

Carga horária total: 180 horas.

Pré-requisitos: Não há.

Nº de vagas: 20 (mínimo de 12 pessoas matriculadas para realização do curso)

Período do curso: de 15/03 a 06/09/2019.

Horário: Sextas-feiras, das 8 às 17 horas.

Período de pré-inscrições: de 14/01 a 15/02/2019.

Documentos obrigatórios:

  • Ficha de pré-inscrição preenchida na íntegra
  • Documento de identidade.
  • Foto 3 x 4 recente.
  • Para professores: certificado de conclusão de curso de graduação em Pedagogia ou Licenciatura.
  • Para os demais profissionais: certificado de conclusão de curso de graduação e declaração da instituição de que atua na área da educação.

Leitura obrigatória: Orientações gerais para pré-inscrição em cursos/oficinas e outras informações importantes

Alojamento: Não será disponibilizado.

Para certificação: Frequência mínima de 75%, média final igual ou superior a 7,0 (seis) e entrega à DEA do formulário de avaliação de reação/satisfação identificado e preenchido.

Professora: Marcia Noronha de Mello.

Breve currículo:
Doutoranda em Educação pela Universidade Estácio de Sá - UNESA (Representações Sociais e Práticas Educacionais), Mestre em Educação pela Universidade Estácio de Sá - UNESA (Políticas Públicas e Gestão). Especialização em Saúde Mental da Infância e da Adolescência pela Santa Casa de Misericórdia (CESANTA). Graduada em História pela Universidade Santa Úrsula (USU). Professora e pesquisadora na área de Surdocegueira atual Coordenadora do Centro de Estudos e Pesquisas da Divisão de Pesquisa, Documentação e Informação do Instituto Benjamin Constant (IBC). Curriculo Lattes


Programa:
1. Surdocegueira Congênita: conceito e definição
1.1 Conceituação e definição de surdocegueira congênita;
1.2 Conceituação e definição de deficiência múltipla sensorial;
1.3 Principais causas e etiologias.
2. Características da população com SCC
2.1 Dificuldades comuns: comunicação, orientação e mobilidade e acesso à informação;
2.2 Heterogeneidade e diferenças individuais na SCC;
2.3 A importância de experiências significativas para o desenvolvimento da pessoa com SCC.
3. O tato: o que é e como se relaciona com a cognição
3.1 O que é o tato ativo e seu funcionamento;
3.2 O que é cognição tátil: mecanismos e representações cerebrais;
3.3 O processamento tátil e suas relações com as emoções;
3.4 Do tato ativo à comunicação tátil na surdocegueira.
4. O processo de desenvolvimento e aquisição de linguagem na SCC
4.1 Contribuição de Piaget e Van Dijk;
4.2 Primeiros contatos: criando vínculos
4.3 Da interação à comunicação
5. O professor, o mediador e a família: espaço colaborativo continuado de ensino-aprendizagem
5.1 O que se entende por mediação na SCC;
5.2 A importância da família no processo de ensino e inclusão da pessoa com SCC;
5.3 O que queremos dizer com espaço colaborativo continuado;
5.4 Competências do professor, do mediador e da família.
6. Etapas da construção do sentido na comunicação com a pessoa com SCC: a importância de experiências compartilhadas
6.1 Relação gesto-intencionalidade;
6.2 Experiências compartilhadas: ponto de partida para um vocabulário compartilhado;
6.3 Compreendendo o mundo através das impressões táteis e emocionais;
7. Aquisição de linguagem e transição para uma linguagem cultural
7.1 A linguagem como ferramenta de comunicação e interação social;
7.2 Sistemas de comunicação alternativo e aumentativos: o que são e como se aplicam na SCC;
7.3 Sistemas de comunicação mais utilizados na SCC;
7.4 As línguas e a representação da realidade
8. Desafios para a inclusão de crianças e jovens com SCC no ensino regular: o papel das políticas públicas
8.1 O professor mediador e sua formação;
8.2 As adequações curriculares no processo de inclusão;
8.3 A Lei de Inclusão e a luta por uma legislação que contemple as especificidades da surdocegueira tanto congênita quanto adquirida

Metodologia: Aulas teóricas, vivências, estudos de caso.

Avaliação: Serão realizadas três avaliações durante o curso, além da elaboração de um artigo. O cronograma das atividades será divulgado no primeiro dia de aula.

Bibliografia:
BOSCO, I.C.M.G.; MESQUITA, S.R.S.H.M.; MAIA, S.R.. A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Brasília: MEC, 2010

CAMBRUZZI, R.C.S.; COSTA, M.P.R.. Surdocegueira: níveis e formas de comunicação. São Carlos: EdUFSCar, 2016

CADER-NASCIMENTO, F.A.A.A.; COSTA, M.P.R.. Descobrindo a surdocegueira: educação e comunicação. São Carlos: edUFSCar, 2010

COSTA, M.P.R.; RANGNI, R.A. (org). Surdocegueira: estudos e reflexões. São Carlos: Pedro e João Editores, 2016

IKONOMIDIS, V. Estudo exploratório e descritivo sobre inclusão familiar de crianças com surdocegueira pré-linguística. Dissertação (Mestrado em Educação Especial). Universidade Federal de São Carlos, São Carlos – SP, 2009.

MAIA, S. Distúrbios do Desenvolvimento. Dissertação. (Mestrado em Distúrbios do Desenvolvimento). Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2004

MAIA, S. Descobrindo crianças com surdocegueira e com deficiência múltipla sensorial no brincar. Tese (Doutorado em Psicologia da Educação) Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, 2011.

MASINI, E.F.S..(org) Educação e Alteridade: deficiências sensoriais, surdocegueira, deficiências múltiplas. São Paulo:Vetor Editora, 2011

NICHOLAS, J.. Do tato ativo à comunicação tátil: o que a cognição tem a ver com isso? Tradução Roberto Alexandre Machado Albornoz. 1 ed. São Paulo: Grupo Brasil, 2011

SILVA, A.M.B.. Heldy meu nome: rompendo barreiras da surdocegueira. São Paulo: United Press, 2012.

SOURIAU, J.; RODBROE, I.; JANSEEN, M.. (org) Communication et surdicécité congénitale (vol I) La surdicécité congénitale et les príncipes fundamentaux d’intervention. Aalborg, Danemark: The Danish resource Centre on Congenital Deafblindness (VCDBF); Viataal, St. Michielsgestel, Pays-Bas; Version Française: Centre national de ressources handicaps rares surdicécité. France: Lilas Graphic, 2009.

SOURIAU, J.; RODBROE, I.; JANSEEN, M.. (org) Communication et surdicécité congénitale (vol. II) Contact et interaction sociale. Aalborg, Danemark: The Danish resource Centre on Congenital Deafblindness (VCDBF); Viataal, St. Michielsgestel, Pays-Bas; Version Française: Centre national de ressources handicaps rares surdicécité. France: Lilas Graphic, 2009.

SOURIAU, J.; RODBROE, I.; JANSEEN, M.. (org) Communication et surdicécité congénitale (vol. III) La construction du sens. Aalborg, Danemark: The Danish resource Centre on Congenital Deafblindness (VCDBF); Viataal, St. Michielsgestel, Pays-Bas; Version Française: Centre national de ressources handicaps rares surdicécité. France: Lilas Graphic, 2009.

SOURIAU, J.; RODBROE, I.; JANSEEN, M.. (org) Communication et surdicécité congénitale (vol. IV). Transition vers um langage culturel. Aalborg, Danemark: The Danish resource Centre on Congenital Deafblindness (VCDBF); Viataal, St. Michielsgestel, Pays-Bas; Version Française: Centre national de ressources handicaps rares surdicécité. France: Lilas Graphic, 2009.

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